Almost There...
that's not enough.
quinta-feira, 5 de abril de 2012
segunda-feira, 2 de abril de 2012
Porque cantam os pássaros no cemitério?
Porque cantam os pássaros no cemitério?
N. 17-01-1989 F.20-12-2005
N.21-02-1997 F.17-06-2006
N.10-04-2001 F.10-08-2010
N.20-07-1987 F.04-04-2007
E tantas, tantas, tantas jovens flores,
que mal brotaram, cedo murcharam,
germinando doces saudades e amargas dores.
Que raio de profano Sagrado Mistério:
Porque cantam pássaros no cemitério?
Yellow McGregor, março de 2012
Imagem de autor desconhecido, retirada da net
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
domingo, 29 de janeiro de 2012
sábado, 21 de janeiro de 2012
Love in
Um anjo deitou-se sobre o tapete de veludo negro;
Um inebriante perfume invadiu o meu corpo insano;
Cada nota vibrante, cada toque extasiante...
Pára!...
(esquece)
Retomemos
ao
nosso
ritual,
docemente
profano.
segunda-feira, 2 de janeiro de 2012
Olha, um bom ano!

Imagem daqui link
Sempre existiram filhos e enteados, a gata borralheira, o patinho feio. E até o irmão do filho pródigo, coitado, mais um pobre desafortunado das estórias que nos contam.
De facto, ele há quem deseje um bom-dia, um excelente ano ou, pura simplesmente, uma boa semana de trabalho. E não há mudança de século - para não falar de milénio - que não se comemore. Mas… e o mês? Bem se pode esticar ou encolher que ninguém lhe liga: não há festinha nem votos de bem-aventuranças.
Confesso que foi necessário passar algumas décadas por mim para que eu reparasse nisso. Décadas… olha, outra. Essa também é uma filha da… quela senhora que ninguém liga. Tssst. Coisas.
Yellow Mcgregor, 2Jan2012
domingo, 25 de dezembro de 2011
Feliz Natal.
Imagem daqui http://books-forlife.blogspot.com/
Já era noite em Dublin. A neve caía ao meu redor enquanto olhava em volta e não te via. Melhor, penso que tudo o que via era o teu rosto. Deixei cair ao chão a garrafa de "Jameson" já vazia (Já?! Estranhei). Não se partiu. A neve amparou-lhe a queda (E a mim? Quem me poderia amparar?). De lá longe ecoava uma velha canção irlandesa e eu pus-me a dançar sozinho sob a aura da tua imagem ampliada pelas minhas lágrimas etilizadas. O teu sorriso acompanhou-me nesta minha louca e frenética dança… dança? Que estupidez… eu pensava que estava bêbado. Talvez embriagado por ti… talvez embriagado pela última gota de whisky que tinha bebido. Um velho maltrapilho aproximou-se e partilhou comigo a sua garrafa meia vazia, contendo um líquido repugnante. Mas… que me importava. Não seria eu, o conteúdo daquela garrafa? Bebi um trago acolitado pelo esgar do velho que arreganhou a sua branca e suja barba. Os dentes que lhe faltavam faziam-me recordar o siso que de mim fugira. Começamos a bailar então os dois ao som daquela velha canção irlandesa que de lá longe se ouvia… vira para um lado… vira para o outro… Já era noite em Dublin e a neve caía ao meu redor enquanto tu olhavas para mim. E bailámos e cantámos e bailámos e cantámos e chorámos e bailámos e cantámos… Não sei se contigo, se com o velho ou simplesmente sozinho.
Por fim, o meu grande amigo de longas horas despediu-se, oferecendo-me a garrafa com o que restava daquele saboroso néctar. Dei-lhe dois beijos na face. Já era noite em Dublin. Uma fria e desabrigada noite de Natal, aquecida e amparada pela amizade do velho da barba branca e suja. O seu nome? Não lhe cheguei a perguntar. Na minha memória futura, ficaria para sempre conhecido como Nicolau.
Meu, 24 de Dezembro de 2009
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