domingo, 8 de dezembro de 2013
Medo de amar.
Perdoa-me porque quase te amei aqui.
Teu mundo, nosso mundo,
Não pode ser um lugar imundo;
Um lugar qualquer.
Teu lugar é meu lugar.
Teu amanhecer, meu madrugar.
Não basta pois apaixonar
Há que criar:
O teu lugar, o nosso lugar.
Crio pois um poema para ti
E perdoa-me…
Porque quase te amei aqui.
(Yellow Mcgregor Jun2012)
quinta-feira, 5 de dezembro de 2013
A minha Deolinda
Imagem de autor desconhecido, retirada da net.
Com um aperto no coração direi que uma história assim tão bonita não pode ter acabado hoje! Certamente perdurará numa outra dimensão, num outro patamar:
« Um conto baseado em factos reais e familiares e nem os nomes poderia manter sob privacidade…
- “Merda!...”
Deu um salto da cama e num virote começou-se a vestir. - “Tenho que me ir já embora. Tenho que ir ter com a minha Deolinda.”
- “Mas Joaquim…”
- “Deixa-te de “mas”, mulher. Tenho mesmo que ir.”
O seu ar era de pura consternação. Como podia estar ali àquela hora?! Mas… e que horas seriam?! Um suor nervoso escorria pelas rugas que lhe talhavam a cara. – “Desculpa, mas tenho a minha Deolinda à minha espera.” - A dupla recorrência à locução “minha” não era em vão: a Deolinda era a sua vida… toda a expressão da sua vida.
- “Oh Joaquim, não vês que…”
Mas Joaquim já não via nada… melhor, ele só via a imagem da sua doce Deolinda. Apesar de ambos já terem entrado no Outono da vida, o tempo não fora impiedoso: ainda mantinham a beleza com que foram agraciados enquanto jovens.
- “Tenho mesmo que ir. Tenho que ir para a minha casa ter com a minha Deolinda.” - E cada vez que pronunciava no nome dela um brilho especial acendia-se naqueles bonitos olhos azuis.
- “Mas, querido, esta é a tua casa e eu sou a tua Deolinda, amor!...”
Uma lágrima começou a escorrer pela face daquela mulher. Este episódio tornara-se recorrente. Passou-se uma vida inteira e, apesar daquela maldita doença (leia-se Alzheimer), o seu marido ainda mantinha a chama que sempre abençoara aquela união e, assim, um misto de tristeza e felicidade temperou aquela gota que lhe procurava lavar a alma.» ( YellowMcGregor OUT2009)
sábado, 30 de novembro de 2013
Sempre
Imagem de autor desconhecido, retirada da net.
Ei, onde
tens estado?
Para além do
meu pensamento,
Para lá do
meu passado.
Tu sabes,
sempre soubeste,
Não é uma
questão de tempo
(Ele nem
sequer está do nosso lado).
Ei, não
fiques aí parado (a),
Vem, dá-me
um abraço
E diz-me,
mesmo que calado (a):
Que o aqui,
presente, agora
É apenas um
interlúdio
Para um
sempre viver afora.
Ei, onde
tens estado?
Para além do
meu pensamento,
Para lá do meu passado.
Yellow McGregor, 30Nov2013
sábado, 26 de outubro de 2013
Palavras
Imagem de autor desconhecido, retirada da net.
Tantas palavras preparadas
Alinhadas
Prontas a declarar
Mas envergonhadas
Teimam em ficar caladas
Tantas palavras perdidas
Escondidas
Reprimidas
Que se pelam para serem ouvidas
Enlouquecidas
Tantas palavras guardadas
Desperdiçadas
Palavras apaixonadas
Enternecidas
Mas que acabarão esquecidas
Tantas, tantas palavras
Yellow McGregor, OUT2013
sexta-feira, 21 de junho de 2013
Vida
Miguel Esteves Cardoso
Estas palavras - entre outras que escreveu na altura - nasceram certamente por entre lágrimas, choradas ou só sentidas, demonstrando inequivocamente que somos pequeninos demais nesta vida, por entre a qual, nos encontramos de passagem.
No meu dia-a-dia não profiro o “vernáculo” muitas vezes usado e abusado pelo MEC. Não faz parte do meu léxico. Fica mal na maioria das vezes, na maioria das pessoas. Com o MEC é diferente. Ganha outro encanto. Como o compreendo. O “Amor é Fodido”. E tal como ele disse, aquando do lançamento do seu último livro:
"A vida é má e imprevisível. É uma puta e não se percebe o critério, mas ao mesmo tempo é linda".
Bem verdade! … 'Como é Linda a Puta da Vida'!
quarta-feira, 19 de junho de 2013
Saudade
Foto minha
Um dia, ela partiu. Num pretérito que se queria imperfeito.
Resta-me conjugar
No presente e para sempre futuro
O verbo Saudade
terça-feira, 4 de junho de 2013
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