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terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Um desejo



Someday, somewhere
We'll find a new way of living

UM FELIZ NATAL PARA TODOS


sábado, 15 de novembro de 2014

A sul de um Norte qualquer


No silêncio dum predicado
Vejo um verbo abandonado
Que se grita em si refletido:
O quê?
A quem?

De resposta,
Talvez parida dum erro de paralaxe,
Apenas uma figura fraca feita fogo-fátuo;

Nada digas…

Vi um adeus que não quer partir,
Uma vida que se quer desgraçar.

…hoje, senti-me a sul de um Norte qualquer.

Imagem de autor desconhecido, retirada da net.

domingo, 28 de setembro de 2014

reFino


Y si preguntan por mí
No les digas dónde fui



Abro em mim a fina gaveta da lembrança
E toco nas memórias em fino papel descritos
Encontro a fina pétala de rosa seca que marca
a fina página dum fino livro cheio de gritos…

… não, não me recordo. Ou simplesmente não quero.

Fina é a fronteira dos tempos.


Yellow McGregor SET2014

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Vida Cigana

Paris - Foto minha

A vida é cigana,
de sina cabulada
na palma da mão.
-“Pshiuuu. Esconde-te do destino, mai-lo seu sermão”.


sábado, 5 de julho de 2014

Amor

Paris - Foto minha

O Amor… o amor não se quer com cadeados (embora compreenda a simbologia).

O Amor quer-se com um Par de Asas e um Céu Azul mais o Infinito.


segunda-feira, 21 de abril de 2014

Voa

Nem todos os heróis do punk-rock morrem de overdose.
Assim foi, recentemente, com o grande João Ribas. Assim foi, faz hoje 3 anos, com o inesquecível Zé Leonel.

Honremos estes nomes que sempre acreditaram nos seus sonhos, certamente, com muito Amor: que tal voarmos esta noite?

domingo, 30 de março de 2014

Não vou esquecer.

As cadeiras de plástico, as raparigas, os homens, os príncipes, as gravatas e as nódoas que gritam.
Os lenços e as perucas e as mulheres e as plantas e as revistas e os olhos que gritam.
E nós gritamos em silêncio, basta!
Calem-se!
Defendemo-nos na arrogância porque não, não entendemos, nós não fazemos parte daquelas cadeiras de plástico, raparigas, homens, príncipes, gravatas, nódoas, lenços e perucas e mulheres e plantas e revistas e olhos que gritam.
Só pode ser engano: nem nós, nem aqueles que nos são próximos fazem parte daquelas cadeiras de plástico e raparigas e homens e príncipes e gravatas e nódoas e lenços e perucas e mulheres e plantas e revistas e olhos que gritam.


Até que damos conta que aquelas cadeiras de plástico ali estão... sentamo-nos, pegamos numa revista e aguardamos. Num silêncio que nos grita.