Mostrar mensagens com a etiqueta Silêncios. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Silêncios. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 10 de julho de 2025

Message in a bottle

(Foto: Creative Commons / Atlantios)

Porquê enviar mensagens
Para o espaço sideral?
O que queremos ouvir?
Qual será o sinal?
Na verdade, até sei,
Confesso, de verdade.
São mistérios dos confins,
Escritos para a eternidade:
Para onde viajam as Almas
Gémeas por natureza,
Como gostaria de saber,
Com toda absoluta certeza.
Assim, aguardo um sinal,
Mesmo que vindo do mar,
Por onde envio as garrafas,
E que elas saibam aonde chegar.

YM, 10 de julho de 2025

Só o mar


 

domingo, 29 de novembro de 2020

Um tributo a Gary Moore



Caem do céu... do outro lado da janela
Notas órfãs
sem pauta... nem clave do Sol.
Procuram guitarras poéticas
Possíveis herdeiras
Do mestre dos blues e rock'n'roll.

                                                                            29NOV2020




domingo, 14 de janeiro de 2018

In the silent dawn


Um dia, em pleno 1980, numa única tarde, assisti a dois filmes de seguida, talvez por culpa das respectivas BSO/OST





Enjoy

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

... e amanhã


Não resisti em "republicar" esta linda canção dos Jota Quest que já tinha "postado" aqui.

Agora, na versão acústica:

Só Hoje

 ... e amanhã...

... e todos os dias ...


domingo, 7 de janeiro de 2018

sábado, 6 de janeiro de 2018

Silêncios


Imagem de autor desconhecido, retirada da net
“Confessei-o com o meu silêncio.”
Charlotte Bronte in J.E.

Silêncio em mim
Silêncio em nós
Tudo diz
Tudo é
Nada se esconde
Tudo se reflete
Num abraço único
Num abraço em nós
Num espelho que nos sorri
Silêncio em mim
Silêncio em nós
Tudo diz
Um presente passado
Um sentimento confessado
Que ainda é
Que ainda é.

YM, 6/1/2018


sábado, 8 de julho de 2017

Le vent du nord


Muitos cantaram, ambas as versões, francesa e inglesa.
Ficará sempre a melodia, o sentimento, as folhas soltas, o vento do norte.



sábado, 15 de novembro de 2014

A sul de um Norte qualquer


No silêncio dum predicado
Vejo um verbo abandonado
Que se grita em si refletido:
O quê?
A quem?

De resposta,
Talvez parida dum erro de paralaxe,
Apenas uma figura fraca feita fogo-fátuo;

Nada digas…

Vi um adeus que não quer partir,
Uma vida que se quer desgraçar.

…hoje, senti-me a sul de um Norte qualquer.

Imagem de autor desconhecido, retirada da net.

domingo, 28 de setembro de 2014

reFino


Y si preguntan por mí
No les digas dónde fui



Abro em mim a fina gaveta da lembrança
E toco nas memórias em fino papel descritos
Encontro a fina pétala de rosa seca que marca
a fina página dum fino livro cheio de gritos…

… não, não me recordo. Ou simplesmente não quero.

Fina é a fronteira dos tempos.


Yellow McGregor SET2014

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Voa

Nem todos os heróis do punk-rock morrem de overdose.
Assim foi, recentemente, com o grande João Ribas. Assim foi, faz hoje 3 anos, com o inesquecível Zé Leonel.

Honremos estes nomes que sempre acreditaram nos seus sonhos, certamente, com muito Amor: que tal voarmos esta noite?

domingo, 30 de março de 2014

Não vou esquecer.

As cadeiras de plástico, as raparigas, os homens, os príncipes, as gravatas e as nódoas que gritam.
Os lenços e as perucas e as mulheres e as plantas e as revistas e os olhos que gritam.
E nós gritamos em silêncio, basta!
Calem-se!
Defendemo-nos na arrogância porque não, não entendemos, nós não fazemos parte daquelas cadeiras de plástico, raparigas, homens, príncipes, gravatas, nódoas, lenços e perucas e mulheres e plantas e revistas e olhos que gritam.
Só pode ser engano: nem nós, nem aqueles que nos são próximos fazem parte daquelas cadeiras de plástico e raparigas e homens e príncipes e gravatas e nódoas e lenços e perucas e mulheres e plantas e revistas e olhos que gritam.


Até que damos conta que aquelas cadeiras de plástico ali estão... sentamo-nos, pegamos numa revista e aguardamos. Num silêncio que nos grita.


 

sábado, 1 de fevereiro de 2014

Oh daddy, I miss you!


Porque a guerra não se quer mas existe;
Porque muitas vezes é necessário impor a paz;
Porque, por vezes, os soldados se veem privados de momentos que não há dinheiro algum que pague...
Porque são momentos que se perdem, momentos de que não se tem memória...
      ....como o crescimento dos filhos: o primeiro passo, a primeira palavra, o primeiro dia de escola...
Porque, por vezes, existem aqueles que nunca regressaram para ouvir as doces palavras: "Oh daddy, I miss you!".
          ... a minha singela homenagem!
                                                Porque (eu sei que) dói.

domingo, 12 de janeiro de 2014

Meus olhos


O que dizem os meus olhos?
Que, mesmo triste, guardo em mim aquele sorriso de criança.


segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Como vai você?




Eu… vou bem…
Obrigado por perguntar…
Mesmo quando anoitece
Consigo me suportar
Porque ninguém está só
Quando se tem alguém para recordar.
O tempo vai passando, bem sei,
Marcando a larga distância,
Entre nós dois,
Talvez,
Para nunca haver um depois.

Mas

Eu…
Queria poder sonhar agora,
Aprisionar a noite numa hora,
Sem nunca mais acordar…

Eu,
Queria poder sonhar agora.
Partir contigo pelo mundo fora
Sem nunca mais (querer) voltar.


Eu e você.

Yellow McGregor 6Janeiro2014

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

A minha Deolinda


                                  Imagem de autor desconhecido, retirada da net.


Com um aperto no coração direi que uma história assim tão bonita não pode ter acabado hoje! Certamente perdurará numa outra dimensão, num outro patamar:


« Um conto baseado em factos reais e familiares e nem os nomes poderia manter sob privacidade…

- “Merda!...”
Deu um salto da cama e num virote começou-se a vestir. - “Tenho que me ir já embora. Tenho que ir ter com a minha Deolinda.”
- “Mas Joaquim…”
- “Deixa-te de “mas”, mulher. Tenho mesmo que ir.”
O seu ar era de pura consternação. Como podia estar ali àquela hora?! Mas… e que horas seriam?! Um suor nervoso escorria pelas rugas que lhe talhavam a cara. – “Desculpa, mas tenho a minha Deolinda à minha espera.” - A dupla recorrência à locução “minha” não era em vão: a Deolinda era a sua vida… toda a expressão da sua vida.
- “Oh Joaquim, não vês que…”
Mas Joaquim já não via nada… melhor, ele só via a imagem da sua doce Deolinda. Apesar de ambos já terem entrado no Outono da vida, o tempo não fora impiedoso: ainda mantinham a beleza com que foram agraciados enquanto jovens.
- “Tenho mesmo que ir. Tenho que ir para a minha casa ter com a minha Deolinda.” - E cada vez que pronunciava no nome dela um brilho especial acendia-se naqueles bonitos olhos azuis.
- “Mas, querido, esta é a tua casa e eu sou a tua Deolinda, amor!...”
Uma lágrima começou a escorrer pela face daquela mulher. Este episódio tornara-se recorrente. Passou-se uma vida inteira e, apesar daquela maldita doença (leia-se Alzheimer), o seu marido ainda mantinha a chama que sempre abençoara aquela união e, assim, um misto de tristeza e felicidade temperou aquela gota que lhe procurava lavar a alma.» ( YellowMcGregor OUT2009)

sábado, 30 de novembro de 2013

Sempre

                                Imagem de autor desconhecido, retirada da net.


Ei, onde tens estado?
Para além do meu pensamento,
Para lá do meu passado.
Tu sabes, sempre soubeste,
Não é uma questão de tempo
(Ele nem sequer está do nosso lado).

Ei, não fiques aí parado (a),
Vem, dá-me um abraço
E diz-me, mesmo que calado (a):
Que o aqui, presente, agora
É apenas um interlúdio
Para um sempre viver afora.

Ei, onde tens estado?
Para além do meu pensamento,
Para lá do meu passado.


Yellow McGregor, 30Nov2013

Quando tudo arde

"Que farei quando tudo arde?" (Sá de Miranda) No interior, já não se ouvem Ovelhas a balir, pássaros a cantar. Apenas ...