sexta-feira, 22 de agosto de 2025

Quando tudo arde

"Que farei quando tudo arde?" (Sá de Miranda)

No interior,
já não se ouvem
Ovelhas a balir,
pássaros a cantar.
Apenas sirenes
e aeronaves no ar.

JLN 18AGO2025

quinta-feira, 10 de julho de 2025

Message in a bottle

(Foto: Creative Commons / Atlantios)

Porquê enviar mensagens
Para o espaço sideral?
O que queremos ouvir?
Qual será o sinal?
Na verdade, até sei,
Confesso, de verdade.
São mistérios dos confins,
Escritos para a eternidade:
Para onde viajam as Almas
Gémeas por natureza,
Como gostaria de saber,
Com toda absoluta certeza.
Assim, aguardo um sinal,
Mesmo que vindo do mar,
Por onde envio as garrafas,
E que elas saibam aonde chegar.

YM, 10 de julho de 2025

Só o mar


 

segunda-feira, 14 de dezembro de 2020

Jardim

 

 Imagem de autor desconhecido, retirada da net


Debruço-me na varanda dos teus seios

Admiro teu canteiro delicadamente aparado

Onde nasce uma rosa de pétalas sedosas

Com gotas de orvalho ornamentado.

Beberico feito pássaro sedento

Da fonte que nasce do teu umbigo

Extasio-me com sublime gemido

Para sempre guardado comigo.


14/12/2020


sábado, 12 de dezembro de 2020

Água revolta

 

Foto minha


Quero ser água revolta

Que invade tuas raízes

Que fecunda tua seiva

Deixando tuas folhas felizes.

Quero enlear teu tronco

Perder-me nos teus ramos

Transpirar-me contigo

E quimicamente pecamos.

Quero me gravar no teu córtex

Na perenidade do momento

E aquietar-me em ninho

No embalo do vento.

Quero.


12/12/2020



domingo, 29 de novembro de 2020

Um tributo a Gary Moore



Caem do céu... do outro lado da janela
Notas órfãs
sem pauta... nem clave do Sol.
Procuram guitarras poéticas
Possíveis herdeiras
Do mestre dos blues e rock'n'roll.

                                                                            29NOV2020




sexta-feira, 27 de novembro de 2020

Porque ainda há heróis


    Foto de autor desconhecido, retirada da internet
(num corredor do hospital Curry Cabral em Lisboa)


Pode este Portugal não ser teu?
Este Portugal tão teu e tão nosso.
Tão intenso, nesta vida vivida,
Connosco a partir do berço.
Porque não um pequeno gesto,
Um cuidado com o nosso igual,
Não importa o estado promulgado,
Importar é estado natural.
Vamos dobrar os cabos e tormentas,
Homenagear os Gamas e os Cabrais,
Que navegam dias e noites.
Por todos os nossos hospitais.
Honremos egrégios avós,
Saudemos o que há-de porvir
Cuidando que todos os nossos
Amanhã (ainda) possam sorrir.

                        7NOV2020

sábado, 14 de julho de 2018

Why?





Lindíssima, esta música. “Why?”, o seu nome encerra em si uma pergunta pertinente e apropriada. “Why?” Num encontro de instrumentos e de pessoas que refletem um encontro de culturas e, talvez, de religiões fazem-nos perguntar “Why?”. A música, essa mesma música, que no é trazida por um encontro de instrumentos e de pessoas, que refletem um encontro de culturas e, talvez, de religiões, fazem-nos perguntar “Why?”. A música, essa mesma música, que flui num cenário fantástico e encantado, deve ecoar por aquelas montanhas, perguntando “Why?”… Não, infelizmente não tenho resposta… apenas uma pergunta… “Why?”… Lindíssima, esta música.

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Um sonho que perfilho

E se regressei aos anos 80, não poderia deixar de fazer uma especial referência aos primeiros tempos do Rock Português. E no meio de tantas possibilidades de escolha, preferi este ar de rock: Sei de uma camponesa.

Sei de uma camponesa
Que dança à noite na eira
Perfumada de avenca e feno


 


domingo, 14 de janeiro de 2018

In the silent dawn


Um dia, em pleno 1980, numa única tarde, assisti a dois filmes de seguida, talvez por culpa das respectivas BSO/OST





Enjoy

sábado, 13 de janeiro de 2018

Um postal de correio


Nas minhas navegações, deparei com este curioso e muito interessante sítio onde podemos encontrar diversos postais ilustrados, fazendo-nos regressar a outros tempos, outras memórias.

Assim, para "ilustrar" o meu post, escolhi este, com a Praça da Alegria: Sabem onde fica? :-)


sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Temos nosso próprio tempo


Sou fã do rock brasileiro desde a década de 80 porque tive a oportunidade de acompanhar a sua explosão, por essa altura, tal como aconteceu por cá.

E falar do rock brasileiro é falar inevitavelmente dos Legião Urbana.

Esta canção teve já vários e excelentes interpretes como os Capital Inicial, o Paulo Ricardo (ex-RPM), o Wagner Moura, entre outros, mas decidi escolher a versão dos Jota Quest com a participação especial do Dado Villa-Lobos e do Marcelo Bonfá, antigos membros daquela grande banda que nasceu em Brasília.


Todos os dias quando acordo
Não tenho mais o tempo que passou
Mas tenho muito tempo
Temos todo o tempo do mundo 


Temos nosso próprio tempo
Temos nosso próprio tempo
Temos nosso próprio tempo

terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Num banco de jardim


Porque o futuro (também) se constrói com o passado, continuo a revisitar passagens antigas... como este banco de jardim.

 Imagem de autor desconhecido, retirada da net

Morrerei quando me esquecerem pelo que viverás para sempre.
YM, 9/1/2018

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

... e amanhã


Não resisti em "republicar" esta linda canção dos Jota Quest que já tinha "postado" aqui.

Agora, na versão acústica:

Só Hoje

 ... e amanhã...

... e todos os dias ...


domingo, 7 de janeiro de 2018

sábado, 6 de janeiro de 2018

Silêncios


Imagem de autor desconhecido, retirada da net
“Confessei-o com o meu silêncio.”
Charlotte Bronte in J.E.

Silêncio em mim
Silêncio em nós
Tudo diz
Tudo é
Nada se esconde
Tudo se reflete
Num abraço único
Num abraço em nós
Num espelho que nos sorri
Silêncio em mim
Silêncio em nós
Tudo diz
Um presente passado
Um sentimento confessado
Que ainda é
Que ainda é.

YM, 6/1/2018


terça-feira, 2 de janeiro de 2018

Física Quântica

Imagem de autor desconhecido, retirada da net.


Que dum tecto se faça Céu Infinito;
E se escute o que o Silêncio nos diz;
Porque a Matéria está cheia de Vazios,
Onde reina essa singular Força Motriz:
Que não se explica, não se determina,
Um Princípio de Incerteza por postular,
Um Nada, Um Vácuo, Um Zero…
E um Tudo que de nós se forma Par.

YM, 2/1/2018

Quando tudo arde

"Que farei quando tudo arde?" (Sá de Miranda) No interior, já não se ouvem Ovelhas a balir, pássaros a cantar. Apenas ...