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sábado, 15 de novembro de 2014

A sul de um Norte qualquer


No silêncio dum predicado
Vejo um verbo abandonado
Que se grita em si refletido:
O quê?
A quem?

De resposta,
Talvez parida dum erro de paralaxe,
Apenas uma figura fraca feita fogo-fátuo;

Nada digas…

Vi um adeus que não quer partir,
Uma vida que se quer desgraçar.

…hoje, senti-me a sul de um Norte qualquer.

Imagem de autor desconhecido, retirada da net.