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domingo, 30 de março de 2014

Não vou esquecer.

As cadeiras de plástico, as raparigas, os homens, os príncipes, as gravatas e as nódoas que gritam.
Os lenços e as perucas e as mulheres e as plantas e as revistas e os olhos que gritam.
E nós gritamos em silêncio, basta!
Calem-se!
Defendemo-nos na arrogância porque não, não entendemos, nós não fazemos parte daquelas cadeiras de plástico, raparigas, homens, príncipes, gravatas, nódoas, lenços e perucas e mulheres e plantas e revistas e olhos que gritam.
Só pode ser engano: nem nós, nem aqueles que nos são próximos fazem parte daquelas cadeiras de plástico e raparigas e homens e príncipes e gravatas e nódoas e lenços e perucas e mulheres e plantas e revistas e olhos que gritam.


Até que damos conta que aquelas cadeiras de plástico ali estão... sentamo-nos, pegamos numa revista e aguardamos. Num silêncio que nos grita.


 

sexta-feira, 7 de março de 2014

Apenas


Nada te dedico, Mulher,
Porque não mereces…
Uma dedicatória apenas,
Mas sim apenas tudo.

Nada te dedico, Mulher,
Nem sequer em dia de Entrudo;
Dedicar à Mulher “um dia”,
Quando ela me é igual,
Só pode ser, apenas,
Brincadeira de Carnaval!....

(Yellow McGregor - Escrito em 2011, quando o Carnaval foi no dia 8 de Março)


Imagem de autor desconhecido, retirada da net.