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sábado, 18 de junho de 2016

Abraços...


Porque as mãos também se abraçam,
Quando os dedos se querem beijar.
Porque quando as mãos se abraçam,
Muitas linhas se vão cruzar:
Um novelo feito em novela,
Um destino que teima enrodilhar.
Duas vidas que se encontram
E que na palma se hão-de amar.

(A imagem das mãos é de autor desconhecido, retirada da net.)

Yellow Mcgregor, JUN2016

sexta-feira, 6 de maio de 2016

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Não penses, vive!


pensar é prosa, razão.
não o faças;
nem deixes ninguém fazer!


Sente, Vê, Desfruta,
Isso Sim:
É Poesia;
Liberdade;
A (única) Forma
De (realmente) Viver.

Yellow McGregor Jan2016

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Ninho


                                       Imagem de autor desconhecido, retirada da net

Lençol branco mas não imaculado. Amarrotado. Com vincos de sonhos e de prazer. Depois, sim, o cansaço, o descanso, o regaço. O virar as costas a um abraço e perder-se numa conchinha até adormecer.

Yellow McGregor 08/10/2015 

sexta-feira, 6 de março de 2015

Coração de Pedra


Inspirado por aqui

O meu coração é de pedra, onde não se escreve.
Nele se vai esculpindo vivências e emoções, gravadas a ferro e escopro ou por meras tintas cuspidas de uma lata qualquer, feitas arte urbana ou simples acto de selvajaria.
Nada o deixa indiferente. Tudo o marca. Como aquela mancha de pastilha elástica, mastigada e remoída, primeiro colada e depois removida.
      … Mas a água bate. Por vezes fura…
Como são belas as estátuas mesmo que desmembradas, consumidas e corroídas pelo tempo!...

O meu coração é de pedra… mas mole como plasticina em mão de criança.

Yellow McGregor, MAR2015


sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Acto de Contrição

(Imagem de autor desconhecido, retirada da net)

Sara não queria acreditar naquilo que lhe tinha acontecido. Sentia-se tão "suja"… "tenho… que… me limpar!... Meu Deus, que nojo! Como… foi possível!..." Enquanto soluçava angustiada, ia-se esfregando energicamente com uma escova dura e áspera… Toda ela era força e desespero. Sentada na banheira, a água do chuveiro escorria-lhe pelo rosto arrastando as lágrimas que incessantemente deitava. O charco, onde começava a ficar mergulhada, turvava com os laivos de sangue que se escapava por entre os seus finos dedos.

"Não… NÃO!..." – gritava atormentada. No baixo-ventre, as suas mãos trémulas esfregava, esfregava, esfregava… num vaivém constante, revelando uma assustadora carne viva por entre os seus ralos e recortados pêlos púbicos.

Mil imagens passadas relampejavam pela sua martirizada mente ilustrando o dia em que o conhecera, o reflexo do seu rosto de prazer sádico e o preciso momento em que ele a levou àquele lugar recôndito para perpetuar aquele acto tão imundo …

Sara não tinha sido violada… pelo menos não fisicamente. Mas como apagar a tatuagem, na virilha, com o nome daquele que acabara de saber que a tinha traído com a sua melhor amiga?! ...


Yellow McGregor, 31OUT2009



UM FELIZ S. VALENTIM PARA AMANHÃ. MAS, JÁ SABEM, NÃO COMEMOREM COM TATUAGENS :-)



sábado, 31 de janeiro de 2015

Anima e Animus


Imagem de autor desconhecido, retirada da net


Sou a noite que te beija
E te faz nascer em crepúsculos diários
Fazes-te dia, faço-te minha
Fazemo-nos erráticos corolários
De lógica nenhuma:
O amor não se explica!
Em suma,
Equilibra-se em pólos enérgicos,
Feito Anima, feito Animus.
(Resposta alguma para os mais céticos).

Yellow McGregor 31/JAN/2015