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domingo, 8 de dezembro de 2013

Medo de amar.




Perdoa-me porque quase te amei aqui.
Teu mundo, nosso mundo,
Não pode ser um lugar imundo;
Um lugar qualquer.
Teu lugar é meu lugar.
Teu amanhecer, meu madrugar.
Não basta pois apaixonar
Há que criar:
O teu lugar, o nosso lugar.
Crio pois um poema para ti
E perdoa-me…
Porque quase te amei aqui.


(Yellow Mcgregor Jun2012)

4 comentários:

  1. E criaste um poema lindo...pena (não sei se é o melhor termo) o "quase"!
    Amar é tão libertador quanto é castrador, dependendo das circunstâncias em que esse mesmo sentimento nasce. Por vezes tem a liberdade de crescer, viver-se em pleno e jamais "morre", noutras...é preciso deixá-lo ir porque não tem de ser vivido no aqui e no agora, escrevi um texto no ano passado sobre algo parecido com este tema, (http://iamkarochinha.blogspot.pt/2012/11/existem-contos-de-fadas.html)

    Beijocas nossas ;)

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  2. Como diversas vezes referi, depois de o escrever, o texto deixa de ser do escritor. É de quem o lê. O sentido é o sentido que lhe quiserem dar.

    Faço uma pequena exceção, neste, dado tratar-se de um texto rimado (não me arrogo de lhe chamar poema) inspirado num belíssimo poema (esse sim) da grande Sophia: o "quase" pode não ser relativo ao "amar" mas ao "aqui". Ou talvez, não. :-)

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  3. Sim, tens razão... por isso comentei como comentei e deixei o link....exactamente pelo sentido do teu "quase"...e sim, é um belo poema/texto rimado, como lhe queiras chamar, aqui ou ali, irá ser sempre conter uma mensagem muito poética e sentida para quem o lê!
    Beijocas nossas ;)

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  4. Senti o texto e revi-me em alguns apontamentos soltos.

    Sentimento complexo este.

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